Adentrei o espetáculo com o começo de um poema de Manoel de Barros: "o mato tomava conta do meu abandono". Afinal mania essa de achar que a dança tem prazo de validade. Em um cenário coberto de folhas secas, o que cresce e toma conta não é o mato do abandono, mas uma atmosfera outonal … Continue lendo Quando a dança não abandona
Mês: setembro 2024
As incongruências do tempo e da multidão
O tempo das coisas é estranho e enigmático. Em se tratando de uma gema, por exemplo, pode levar apenas um dia para se formar, no processo dos ovos, ou milhares de anos, no processo das pedras preciosas. E ver o nascimento de uma nova Cia de dança é se colocar diante desses processos. Algo tão … Continue lendo As incongruências do tempo e da multidão