Dedicar-se ao teatro não é uma tarefa fácil. Dedicar seu teatro no litoral gaúcho é uma tarefa bastante difícil. Ainda mais em municípios que sequer tem uma sala de espetáculos para apresentações. Por isso, conferir Os malefícios do tabaco com o ator Oscar Lima, no Mares do Sul Encena, é tão animador e gratificante. Antes … Continue lendo Bons ventos para o teatro nos Mares do Sul
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Minha dança é tudo que ela quer e pode ser
“Pra dançar tem que começar cedo.” “Não tenho ritmo.” “É a dança que te escolhe e nem tu que escolhe a dança.” Poderia listar outras tantas frases que circulam quando o tema é dança, infelizmente assim como o entendimento de que dança é exclusivamente uma sucessão de passos organizados numa música. Por isso, ter uma … Continue lendo Minha dança é tudo que ela quer e pode ser
Arte para bebês e toda família
Já foi o tempo em que se acreditava que existia uma idade mínima para se começar a apreciar a arte. Felizmente vem crescendo as iniciativas artísticas direcionadas não apenas aos bebês e às gestantes, inclusive. E quem não for capaz de perceber os inúmeros benefícios dessa experiência da ordem cognitiva e emocional pode procurar um … Continue lendo Arte para bebês e toda família
Instinto: a humanidade errante à beira do abismo
É sobre 8 bilhões de pessoas no planeta. É sobre cada um de nós. É sobre o que nos faz humanos e humanas. Somos afinal sapiens. Temos um cérebro altamente desenvolvido. um polegar opositor e conquistamos a posição ereta que nos permite olhar mais longe. Somos seres sociais. Somos seres políticos. Somos seres que mentem … Continue lendo Instinto: a humanidade errante à beira do abismo
E cadê a Iracema?
Uma caixa de papelão e um penacho. Parece pouco, mas foi o suficiente para despertar a atenção e curiosidade do público infanto juvenil que estava na plateia do Teatro de Arena de Porto Alegre para assistir ao espetáculo Iracema, solo da bailarina cearense Rosa Primo, na programação do Palco Giratório. E cadê a Iracema? A … Continue lendo E cadê a Iracema?
fake bodies não encantam não
Pela primeira vez a escrita parece pouca depois de assistir Encantado, da coreógrafa Lia Rodrigues. Então a tentativa é a de abandonar as sintaxes e deixar fluir tudo que me foi me encantando: colcha de retalhos esconderijo disfarce turbantes casulos vestes mortalhas berço espectros andarilhos santas orixás guaranis meretrizes brotos botões flores devastação veados onças … Continue lendo fake bodies não encantam não
Uma possível trilogia de faunos, homens e pampa
A produção de dança no Rio Grande do Sul padece ainda da falta de circuitos que permitam chegar obras de fora da capital Porto Alegre. E que bom que a programação do Palco Giratório do Sesc vem minimizando essa lacuna e na sua 17ª nos trouxe uma instigante montagem: Esporas, de Santa Maria. Uma montagem … Continue lendo Uma possível trilogia de faunos, homens e pampa
“Só a arte pode transformar a nossa vida”: porque no Festival de Dança das escolas de Imbé, todos saem ganhando
Qual a medida de alguém sair vencedor? É a premiação e o reconhecimento sempre limitado a alguns poucos? E se a gente ajustasse a lente e percebesse tudo que se sai ganhando, independente da pontuação, e entendesse como vitória tudo que se produz de melhor na gente e no mundo ao nosso redor? Nesse sentido … Continue lendo “Só a arte pode transformar a nossa vida”: porque no Festival de Dança das escolas de Imbé, todos saem ganhando
Tudo aquilo que nos dá carga para viver
Que o viver é dureza e fascinante ao mesmo tempo é um dilema não exclusivo do mundo dos adultos apenas. Pequenos, na aventura do crescimento experimentam as dores e os sabores que atravessam a infância e que seguem na adolescência. Crescer dói, dizem alguns, e se, remédio não há, tem a arte ali para acenar … Continue lendo Tudo aquilo que nos dá carga para viver
Porque às vezes é preciso a gente deixar as cadeiras de praia e descer até o mar
Fui assistir no início da temporada a Paisagem Marinha, de Edward Albee, no Teatro Renascença e logo na primeira cena temos aquele casal Nancy e Charlie ali sentados nas suas cadeiras de praia a observar a vida. E foi inevitável estabelecer essa relação. A gente ali também sentado a observar a vida, coisa que o … Continue lendo Porque às vezes é preciso a gente deixar as cadeiras de praia e descer até o mar