O tempo das coisas é estranho e enigmático. Em se tratando de uma gema, por exemplo, pode levar apenas um dia para se formar, no processo dos ovos, ou milhares de anos, no processo das pedras preciosas. E ver o nascimento de uma nova Cia de dança é se colocar diante desses processos. Algo tão … Continue lendo As incongruências do tempo e da multidão
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Cineclube de Imbé: cultura que aquece e transforma a cidade e nós
Em um município que não conta com nenhuma sala de cinema ou teatro, cada pequena iniciativa de fomentar um movimento artístico é um ato de afirmação e resistência a ser aplaudido. Neste sentido, já vínhamos comemorando as realizações do Cine Bahobah, com exibições ao ar livre promovidas pelos produtores culturais Juliana Ludwig e Marcelo Cabrera. … Continue lendo Cineclube de Imbé: cultura que aquece e transforma a cidade e nós
Destaques de um 2023 pra comemorar na dança em Porto Alegre
Mais do que um balanço da cena local da dança em Porto Alegre, acho importante uma possível leitura do contexto do ano de 2023 e um registro desse momento. Afinal foi um ano de uma produção intensa e qualificada na capital num período, um efetiva recuperação depois do período de isolamento e sem o fomento … Continue lendo Destaques de um 2023 pra comemorar na dança em Porto Alegre
a matilha sente o cheiro da caça e do que mora dentro da gente
Não podia deixar encerrar o ano sem comentar um espetáculo destaque no ano e que conferi em setembro dentro da programação do Porto Alegre em Cena. Cães, uma produção que veio de Pelotas, com direção de Alexandra Dias. Um trabalho denso que mergulha nas corporeidades masculinas. Corporeidades que dançam e tecem representações plurais e complexas … Continue lendo a matilha sente o cheiro da caça e do que mora dentro da gente
Réquiem ou a dança que recusa o fim
Em uma entrevista, o escritor Milan Kundera sentenciou: "o que nos apavora na morte não é a perda do futuro, e sim a perda do passado. O esquecimento é uma forma de morte que está sempre presente na vida." E nesse sentido, a arte tem um papel preponderante. É nesse universo que mergulha a encenação … Continue lendo Réquiem ou a dança que recusa o fim
Danças correspondidas
Escrever cartas implica em muitas coisas, como o desejo de destino, de uma mensagem que chegue, de uma mensagem escrita de forma íntima, informal, pessoal e de uma possível e esperada resposta. "Cartas honestas a danças duras” faz sua estreia instaurando uma efetiva e afetiva correspondência coreográfica. Em cena uma cuidadosa e incisiva montagem que … Continue lendo Danças correspondidas
Artifícios da Virtuose Dissidente: a polifonia dançante do acontecer
Coisa boa dar-se tempo ao mover. Coisa boa dar-se tempo ao mover. Coisa boa dar-se tempo ao mover. Repito três vezes como mantra, pois pouco tenho encontrado esse tempo em apresentações apressadas e inflacionadas de imagens que nos soterram e por vezes quase sufocam a experiência de contemplar (e nada contra essa outra temporalidade, mas … Continue lendo Artifícios da Virtuose Dissidente: a polifonia dançante do acontecer
frágil: sobre a fissuras e potências no corpo que dança
O corpo que se dedica à dança como profissão boa parte das vezes é colocado frente ao dilema de corresponder a padrões normalmente associados a que poder realizar proezas fruto de um treinamento de alta performance. Mas e aquela pessoa ali, que dança, precisa ficar à mercê dessas expectativas a qualquer preço? Onde fica o … Continue lendo frágil: sobre a fissuras e potências no corpo que dança
Muximba: o sentir para além das normas e padrões
Falar de singularidade e diversidade está na pauta do momento. Isso basta? Ou caberia nos indagarmos o quanto queremos ou o quanto nos dispomos a vivenciar, a nos relacionar e a deixar perceber tudo que não corresponde ao que estamos acostumados a reconhecer? Estamos aberto a lidar com tudo que não funciona dentro da ordem … Continue lendo Muximba: o sentir para além das normas e padrões
Ainda ser bailarino aos 65
A gente morre muitas vezes na vida. Às vezes nos matam inúmeras vezes. Sonhos despedaçados, planos soterrados, paixões sufocadas, desejos alvejados. E na vida de um bailarino talvez isso aconteça com mais intensidade num contexto que usualmente prima pela beleza e técnica, muitas vezes de maneira impiedosa. Por isso apenas Pie Jesu Ressuscita-me já seria … Continue lendo Ainda ser bailarino aos 65